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2º dia de curso 'How to make your school more digital –Digital Turn'

Pelo professor Alberto Fernandes - 31 de maio



Se o primeiro dia da formação foi superinteressante, o segundo dia foi intensivo. Depois de se ter falado na tecnologia (1º dia) este foi dedicado à pedagogia e à utilização do digital na pedagogia.

A transformação digital (Digitl Turn – DT) pode ser representada numa relação de duas dimensões:

· Profundidade da Mudança;

· Escala da Mudança.

Existem cinco patamares nesta representação:

· Uso acidental do digital a que corresponde cerca de 10% na escala da mudança;

· Coordenação interna, motivando os pares das mais valias que o uso da tecnologia pode trazer, o que sobe para cerca de 25% na escala da mudança e também na profundidade desta;

· Repensar o desenho de implementação (quando é a Escola a poder tomar as decisões sobre o que utilizar e quando utilizar) que coloca 50% da DT realizada;

· A integração perfeita (seamless embedding) alavanca para 90%, passando a ser o novo normal

· Por último a inovação contínua (continuous inovation) que permite a busca de ir para além da DT e procurar novas formas de envolvimento dos docentes mas principalmente dos alunos.

No processo de transição digital há que fasear aquilo que a história nos diz, por um lado “aprender sobre computadores”, pois se não soubermos trabalhar com eles, para que servem?. Depois aprender com os computadores, em que estes debitam as aprendizagens para os alunos e, por último, aprender com dispositivos digitais. Esta última fase é a que se pretende pois tem o máximo efeito nos alunos, pelo seu envolvimento, desejo de aprender e principalmente os alunos envolverem o docente na sua aprendizagem (difícil, não?).

Existem várias ferramentas digitais para se obter informação positiva ou negativa relativamente à DT. A nuvem de palavras é uma delas, utilizando uma questão e possibilidade de dar 3 respostas (Kahoot). Do feedback obtido, pode diversificar-se para um mapa conceptual (também digital) o qual irá relacionar os conceitos e os objetivos, identificando “a forma de…”. No fundo é uma forma de resolução de problemas através da aquisição de dados, os quais, depois de trabalhados, dão lugar a planos de implementação.

O envolvimento digital dos alunos pode passar por uma primeira fase em que os professores utilizam aplicações digitais nas suas aulas, mas depressa os alunos se fartam de estarem a responder a kahoots, e outras aplicações idênticas. É nesta fase em que se eleva a motivação dos alunos, quase como invertendo os papeis de professor e aluno. Em vez de massacrar os alunos com kahoots, ensinam-se os alunos a construir kahoots dentro do tema da aprendizagem. Eles ficam motivados para terem os melhores kahoots (objeto de avaliação formativa) que se esforçam bastante numa “competição de aprendizagem”.

A utilização de “Geocaching”, dentro do recinto escolar, ou em alternativa Escape Room, “Storytelling”, “Text books”, trazem também resultados excelentes.

Agora a parte da pedagogia – na reunião do Clube de Roma de 1979 o que saiu foi uma frase que ficou para a história e que 30e tal anos depois está a transformar-se cada vez mais em realidade:

“Não há limites para aprender.”

O que representa a frase é que passamos de aprendizagem reprodutiva (professor debita, aluno decora) para aprendizagem inovadora (aluno descobre a aprendizagem a partir das suas necessidades.

Um exemplo que ilustra a diferença de aprendizagens descritas acima foi adquirido em Inglaterra. Numa aula o professor transmitiu aos alunos que o Sunday Times para a edição semanal necessitava de papel que vinha de 2 hectares de floresta. Os alunos decoraram a informação e na avaliação sumativa o professor questiona: “quantos hectares de floresta são necessários para editar o Sunday Times?” Os alunos responderam 2 hectares e tiveram todos uma excelente nota. Mas o que restou da aprendizagem foi zero, pois não iriam ser questionados mais alguma vez sobre este problema.

Numa outra aula, o mesmo problema, mas o professor introduziu a questão ambiental e ecológica. Teve a colaboração da professora de Ciências e de imediato os alunos criaram grupos de trabalho para estudarem o problema de como salvar a floresta. Chegaram a várias ideias, desde a leitura do jornal online, em áudio, etc. Mas um senão de todas as soluções, a indústria de transformação de madeira e a indústria de papel iria sofrer com isso. Mais uns problemas para resolver, envolvendo a comunidade e o meio ambiente.

Para estes últimos alunos a aprendizagem perdurou no tempo.

Amanhã o resto do 2º dia.

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